Artigo de Teresa Carvalho (Blogue da RBE)
O bem-amado
Poeta de inegável presença canónica na poesia portuguesa do século XX, Eugénio de Andrade fez das palavras o ofício de uma vida e da poesia uma «arte de música». Faria hoje 94 anos (19/01/2017).
O autor de Ostinato Rigore comparava o seu trabalho de poeta ao ofício de pedreiro que fora o do avô, concluindo a aproximação nos seguintes termos: «Ele usava o granito como material, as suas casas estão ainda de pé; o neto trabalha com poeira, sem nenhuma pretensão de desafiar o tempo». A verdade é que são muitas as vozes que dizem que terá construído um monumento perene.
«No prato da balança um verso basta/ para pesar no outro a minha vida» – escreveu Eugénio de Andrade num breve poema, consciente do desacerto que há entre a vida e a poesia, que nele não diferiam.
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Referência: Eugénio de Andrade. O bem-amado. (2019). ionline. Retrieved 11 October 2019, from https://ionline.sapo.pt/artigo/544766/eugenio-de-andrade-o-bem-amado?seccao=Mais_i
Eugénio de Andrade completaria em janeiro de 2015, 92 anos. A RTP recorda o poeta.
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