IV Sarau de Poesia: Talento e Emoção em Lousada

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Na passada sexta-feira, dia 20 de março, pelas 18 horas, o auditório da Escola Secundária de Lousada encheu-se de palavras, emoção e sensibilidade para acolher mais uma edição do já esperado IV Sarau de Poesia, que este ano foi dedicado ao tema: Primavera.

Num ambiente intimista e acolhedor, alunos, professores e comunidade escolar reuniram-se para celebrar a força da palavra poética. Ao longo da sessão, foram apresentados diversos momentos de leitura expressiva, declamação, revelando o talento e a criatividade dos alunos de todas as escolas do nosso concelho.

A diversidade de textos escolhidos — desde autores consagrados da literatura portuguesa até poemas contemporâneos e produções próprias — proporcionou uma viagem rica por diferentes estilos, temas e emoções.

Destacou-se não apenas a qualidade das leituras, mas também o empenho e a coragem dos participantes, que subiram ao palco e deram vida às palavras com expressividade e autenticidade. O público respondeu com atenção, silêncio cúmplice e calorosos aplausos, num verdadeiro reconhecimento do valor do momento.

Mais do que um simples evento cultural, este sarau afirmou-se como um espaço de partilha, de crescimento pessoal e de valorização da literatura, reforçando a importância da arte na formação integral dos alunos.

Um sincero agradecimento a todos os Professores Bibliotecários da RBL (responsáveis pela organização, apresentação e decoração), pois, juntos fizeram acontecer mais um belo momento cultural. Também a todos os participantes, familiares, professores, direção e assistentes operacionais da ESL, ao Sr. Presidente da Câmara Dr. Nelson Oliveira e à Sr.ª Vereadora da Cultura Dr.ª Eduarda Ferreira.

Ao florista Pedro Moura @pedromoura_93 , da Florista “Flor D’Autor, que gentilmente nos cedeu a bonita bicicleta primaveril para exposição. À Associação Cultural “Pátio Bravo” pelo bonito momento musical.

A iniciativa revelou-se, assim, um sucesso, deixando no ar a certeza de que a poesia continua viva — e bem presente — na nossa escola, e em todas as escolas dos agrupamentos deste Concelho.

Há 201 anos, nascia Camilo Castelo Branco

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Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825-1890) foi escritor, romancista, poeta , cronista, crítico, dramaturgo, historiador e tradutor.

Recebeu ainda do rei D. Luís o título de visconde de Correia Botelho.

Ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove, altura em que deixou Lisboa para viver em Vila Real com uma tia. Casa aos 16 anos, mas envolve-se em diversas relações extraconjugais.

Vai cursar medicina no Porto, em 1844, mas não completa o curso. Em 1885 estreia-se na poesia passando depois para o teatro e o jornalismo.

Nos anos seguintes irá fundar diversos jornais e publicar romances envolvendo-se em polémicas diversas enquanto, já viúvo, surge envolvido em diversos casos amorosos. A sua grande paixão será, no entanto, Ana Plácido, uma mulher casada que o levará à prisão por adultério.

Na fase final da vida encontra-se cego e impossibilitado de escrever. Suicidou-se com um tiro de revólver.

Colaboração Educacional: Biblioteca e Habilidades Vocacionais

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Há gestos que revelam o sentido mais profundo da escola. A caricatura do poeta Fernando Pessoa, realizada pelos alunos da equipa do Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA), é um desses exemplos que merece ser valorizado.

Este trabalho surgiu no âmbito do protocolo de colaboração entre a Biblioteca da Escola Secundária e o Centro de Apoio à Aprendizagem, integrado na área curricular substitutiva Habilidades Vocacionais e no Plano Individual de Transição de alunos com medidas adicionais. Mais do que um exercício artístico, representa uma oportunidade de participação, inclusão e valorização de competências.

Ao recriarem a figura de Fernando Pessoa, estes alunos deram expressão ao seu talento e contribuíram para afirmar a biblioteca como um espaço vivo da escola. Cada traço deste trabalho recorda-nos que o talento assume muitas formas e que a escola cresce quando cria palco para todos.

Enquanto Coordenadora da Biblioteca, deixo uma palavra de sincero apreço a estes alunos, aos seus professores, terapeutas e assistentes opercionais, cuja dedicação e criatividade hoje ocupam, com pleno mérito, o centro da nossa atenção.

A Coordenadora da Biblioteca,

Divulgação do Prémio Aristides de Sousa Mendes

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A Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) tem vindo a promover este prémio desde 1995, com o objetivo de incentivar a produção de obras e estudos no domínio da política internacional e das relações externas portuguesas.

A próxima edição é dirigida a alunos do ensino secundário e tem como tema os Direitos Humanos em contexto de conflitos armados e/ou regimes totalitários. Com esta iniciativa, que conta com o apoio do Museu Aristides de Sousa Mendes, pretende-se envolver escolas, docentes e alunos, no sentido de reforçar a sensibilização e o conhecimento sobre Direitos Humanos.

Cada escola poderá submeter um único trabalho, individual ou de grupo.

O regulamento está disponível no website da ASDP, sendo que o prazo para a entrega dos trabalhos termina a 30 de abril de 2026.

Os trabalhos vencedores serão premiados com:

a) 1.º prémio: um vale para compra de livros, material escolar ou informático no valor de 1000 euros;

b) 2.º prémio: um vale para compra de livros, material escolar ou informático no valor de 600 euros;

c) 3.º prémio: um vale para compra de livros, material escolar ou informático no valor de 300 euros.

Semana dos Afetos no Pré-Escolar: Amizade e Cooperação

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A Semana dos Afetos é sempre um momento especial, acolhedor e significativo no Pré-Escolar, do JI de Ordem, pois promove valores como a amizade, a partilha e a cooperação entre as crianças. Neste contexto, a educadora Cristina Mendes escolheu a história A Melhor Sopa do Mundo, da autora Susanna Isern, para desenvolver uma atividade dinâmica, envolvente e muito divertida com o grupo.

A história foi contada de forma expressiva e cativante, recorrendo à dramatização, o que despertou grande entusiasmo e curiosidade nas crianças. Durante a atividade, os alunos participaram de forma ativa, espontânea e colaborativa, ajudando a dar vida às personagens e aos diferentes momentos da narrativa.

Num lugar escondido da floresta
havia uma pequena cabana que tinha a luz acesa.
Da sua chaminé saía fumo:
era a Tartaruga que estava a cozinhar.

Surpreendidos por uma tempestade de neve, vários animais refugiam-se na casa da Tartaruga que tinha posto água a ferver para preparar uma sopa…

Através desta história terna e inspiradora, as crianças puderam refletir sobre a importância de partilhar, ajudar os outros e trabalhar em conjunto. Tal como acontece na história, perceberam que, quando cada um contribui com um pouco, é possível criar algo verdadeiramente especial — tal como a “melhor sopa do mundo

Vivências e Aprendizagens na Semana de Leitura 2026

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Uma visita “fora da caixa”: Paulo Santos, do “Projeto Cuscas e Letras”, encanta alunos e docentes

Entre os dias 2 e 6 de março, as nossas Escolas Básicas tiveram o privilégio de receber o escritor e apicultor Paulo Santos, fundador do inspirador Projeto Cuscas e Letras, numa iniciativa que se revelou verdadeiramente memorável.

EB1 de Pias


Desde o primeiro momento, ficou claro que não se trataria de uma apresentação tradicional. Com uma abordagem entusiástica e “fora da caixa”, Paulo Santos conseguiu envolver os alunos e todos os docentes numa experiência cheia de energia, curiosidade e descoberta. A sua forma cativante de comunicar transformou a sessão num espaço de diálogo, participação e aprendizagem ativa.

JI/EB1 de Silvares

Uma sessão cheia de curiosidade e descoberta.
Durante a apresentação, os alunos demonstraram concentração e interesse, acompanhando atentamente cada explicação e participando com entusiasmo nas atividades propostas. A interatividade foi uma constante: perguntas, comentários e momentos de partilha enriqueceram a sessão, tornando-a ainda mais envolvente.

JI/EB1 de Ordem

Um dos pontos altos da atividade foi a descoberta do mundo fascinante das abelhas. Os alunos aprenderam sobre a organização da colmeia, o papel fundamental das abelhas na polinização e na produção de alimentos, bem como a importância da sua preservação para a biodiversidade. Foram aprendizagens valiosas que certamente ficarão na memória de todos.

JI/EB1 de Cristelos

A combinação entre literatura, ciência e experiência prática revelou-se extremamente enriquecedora, demonstrando como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar de forma criativa.

No final do encontro, houve ainda espaço para um momento muito especial: a sessão de autógrafos, onde os alunos tiveram a oportunidade de conversar com o autor.

JI/EB1 de BOIM

Para tornar a experiência ainda mais doce, todos — alunos, docentes e discentes — receberam um chupa-chupa de mel multifloral proveniente da Serra do Marão, um gesto simbólico que celebrou a importância das abelhas e a ligação entre natureza, conhecimento e partilha.

Foi, sem dúvida, uma semana marcada pela curiosidade, pela aprendizagem e pelo entusiasmo, que deixou uma marca positiva em toda a comunidade escolar e reforçou a importância de iniciativas que aproximam os alunos da leitura, da ciência e do respeito pela natureza!!!

Biografia:
Um escritor com raízes na natureza.
Paulo Santos é um escritor português que alia a paixão pela escrita ao amor pela natureza e pela apicultura. Através do Projeto Cuscas e Letras, tem vindo a desenvolver atividades pedagógicas em escolas de todo o país, promovendo a leitura, a criatividade e a consciência ambiental. Como apicultor, dedica também grande parte do seu trabalho à divulgação da importância das abelhas para o equilíbrio dos ecossistemas e para a sustentabilidade do planeta.

5 Anos Pós-Pandemia: Lições Aprendidas na Educação

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Cinco anos depois: o que aprendemos com a pandemia Covid-19?

A pandemia de Covid-19 mudou a vida de todos. Mudou a forma como trabalhamos, como convivemos — e mudou profundamente a escola. Também no Agrupamento de Escolas de Lousada vivemos um tempo exigente, feito de ecrãs, incertezas e adaptações constantes.

Lembram-se das aulas à distância? Do silêncio diferente? Das câmaras desligadas? Foi a solução possível num momento difícil. Professores reinventaram estratégias; alunos mostraram resiliência; famílias aproximaram-se ainda mais da escola. Houve esforço, dedicação e sentido de responsabilidade.

Mas ficaram marcas…

Hoje, sabemos que os maiores impactos se sentiram nas aprendizagens essenciais, sobretudo nos primeiros anos de escolaridade.

A leitura e a escrita — bases de todo o percurso académico — sofreram atrasos que ainda hoje exigem atenção.

Muitos alunos revelam maior dificuldade em interpretar textos mais complexos, menor resistência à leitura prolongada e uma atenção mais fragmentada. Num mundo dominado por estímulos rápidos, ler com profundidade tornou-se um verdadeiro exercício de concentração.

E, no entanto, também crescemos…

A pandemia obrigou-nos a desenvolver competências digitais, a diversificar metodologias e a olhar com mais consciência para aquilo que realmente importa: ensinar a compreender, a pensar criticamente, a ler o mundo com rigor.

Talvez a maior lição tenha sido esta: a escola não é apenas um lugar de conteúdos — é um espaço de relação, de igualdade de oportunidades e de construção de futuro.

Por isso, deixamos uma pergunta a toda a comunidade educativa: estamos hoje mais atentos à forma como lemos? Estamos a reservar tempo para a leitura profunda, para o pensamento demorado, para a compreensão verdadeira?

Se a resposta for “sim”, então, apesar das dificuldades, transformámos um período difícil numa oportunidade de crescimento.

E isso depende, todos os dias, de cada um de nós.

O Poder da Colaboração na Educação: Um Exemplo da Escola Secundária de Lousada

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Na Escola Secundária de Lousada, há gestos que raramente “sobem ao palco” das notícias, mas que sustentam, silenciosamente, o sucesso de toda uma comunidade educativa.

Em contexto de aula, o professor Filipe Matos, juntamente com os alunos da turma 10.º PI, dos cursos profissionais, e as duas Assistentes Operacionais da Biblioteca, estão a preparar cuidadosamente os computadores para que os colegas possam realizar, com tranquilidade, as provas online do IAVE.

Mais do que um procedimento técnico, este momento é uma verdadeira lição prática de responsabilidade, colaboração e espírito de serviço. Cada equipamento testado, cada ligação verificada, cada detalhe confirmado, representa o compromisso destes alunos com o bom funcionamento da escola e com o sucesso dos seus pares.

Num tempo em que tantas vezes se fala de resultados, importa também valorizar os bastidores. Porque é aí — na organização discreta, no trabalho rigoroso, na entreajuda — que se constroem competências reais e se formam cidadãos conscientes.

Preparar computadores pode parecer uma tarefa simples… Mas preparar condições para que outros possam dar o seu melhor é, na verdade, um exercício de maturidade e profissionalismo.

E vai sendo assim que a Biblioteca e a Escola vão cumprindo um dos seus propósitos maiores: ensinar conteúdos, sim — mas sobretudo formar pessoas.

Parabéns, professor Filipe Matos!