A ciência da leitura é um campo interdisciplinar que integra contributos da psicologia cognitiva, linguística, neurociência e educação para compreender como se aprende a ler e prevenir dificuldades. Ao contrário da linguagem oral, a leitura não é natural, sendo uma aquisição cultural que exige reorganização cerebral e, por isso, ensino explícito, estruturado e progressivo.
A investigação identifica componentes essenciais: a consciência fonológica, que permite reconhecer e manipular sons da linguagem; o domínio do princípio alfabético, que possibilita a descodificação, e a fluência leitora, que torna a leitura correta e automática, libertando recursos para a compreensão. Esta depende também do vocabulário e da linguagem oral, fundamentais para interpretar e relacionar ideias.

Já ouviu a expressão ciência da leitura?
Sabe a que se refere?
O ensino explícito e sistemático beneficia todos os alunos, sobretudo os com menor exposição à linguagem escrita, reduzindo desigualdades e o risco de insucesso. Abordagens pouco estruturadas tendem a ampliar diferenças. Competências técnicas sólidas são também essenciais para a leitura por prazer, pois a fluência aumenta a motivação e favorece hábitos leitores.
As bibliotecas escolares reforçam este processo, oferecendo acesso a livros, mediação qualificada e oportunidades de leitura, contribuindo para a equidade. Em síntese, ensinar a ler exige ação deliberada e baseada em evidência, sendo a leitura autónoma essencial para o conhecimento, a participação social e para a cidadania.
Fonte: https://blogue.rbe.mec.pt/ja-ouviu-a-expressao-ciencia-da-leitura-3052607












































