
Há 201 anos, nascia Camilo Castelo Branco

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825-1890) foi escritor, romancista, poeta , cronista, crítico, dramaturgo, historiador e tradutor.
Recebeu ainda do rei D. Luís o título de visconde de Correia Botelho.
Ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove, altura em que deixou Lisboa para viver em Vila Real com uma tia. Casa aos 16 anos, mas envolve-se em diversas relações extraconjugais.
Vai cursar medicina no Porto, em 1844, mas não completa o curso. Em 1885 estreia-se na poesia passando depois para o teatro e o jornalismo.
Nos anos seguintes irá fundar diversos jornais e publicar romances envolvendo-se em polémicas diversas enquanto, já viúvo, surge envolvido em diversos casos amorosos. A sua grande paixão será, no entanto, Ana Plácido, uma mulher casada que o levará à prisão por adultério.
Na fase final da vida encontra-se cego e impossibilitado de escrever. Suicidou-se com um tiro de revólver.
Colaboração Educacional: Biblioteca e Habilidades Vocacionais




Há gestos que revelam o sentido mais profundo da escola. A caricatura do poeta Fernando Pessoa, realizada pelos alunos da equipa do Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA), é um desses exemplos que merece ser valorizado.
Este trabalho surgiu no âmbito do protocolo de colaboração entre a Biblioteca da Escola Secundária e o Centro de Apoio à Aprendizagem, integrado na área curricular substitutiva Habilidades Vocacionais e no Plano Individual de Transição de alunos com medidas adicionais. Mais do que um exercício artístico, representa uma oportunidade de participação, inclusão e valorização de competências.
Ao recriarem a figura de Fernando Pessoa, estes alunos deram expressão ao seu talento e contribuíram para afirmar a biblioteca como um espaço vivo da escola. Cada traço deste trabalho recorda-nos que o talento assume muitas formas e que a escola cresce quando cria palco para todos.
Enquanto Coordenadora da Biblioteca, deixo uma palavra de sincero apreço a estes alunos, aos seus professores, terapeutas e assistentes opercionais, cuja dedicação e criatividade hoje ocupam, com pleno mérito, o centro da nossa atenção.
A Coordenadora da Biblioteca,
Graça Maria Pinto Coelho
Divulgação do Prémio Aristides de Sousa Mendes
A Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) tem vindo a promover este prémio desde 1995, com o objetivo de incentivar a produção de obras e estudos no domínio da política internacional e das relações externas portuguesas.
A próxima edição é dirigida a alunos do ensino secundário e tem como tema os Direitos Humanos em contexto de conflitos armados e/ou regimes totalitários. Com esta iniciativa, que conta com o apoio do Museu Aristides de Sousa Mendes, pretende-se envolver escolas, docentes e alunos, no sentido de reforçar a sensibilização e o conhecimento sobre Direitos Humanos.
Cada escola poderá submeter um único trabalho, individual ou de grupo.
O regulamento está disponível no website da ASDP, sendo que o prazo para a entrega dos trabalhos termina a 30 de abril de 2026.
REGULAMENTO: Prémio Aristides de Sousa Mendes
Os trabalhos vencedores serão premiados com:
a) 1.º prémio: um vale para compra de livros, material escolar ou informático no valor de 1000 euros;
b) 2.º prémio: um vale para compra de livros, material escolar ou informático no valor de 600 euros;
c) 3.º prémio: um vale para compra de livros, material escolar ou informático no valor de 300 euros.
“Semana Concelhia da Leitura” de 20 a 27 de março
Semana dos Afetos no Pré-Escolar: Amizade e Cooperação
A Semana dos Afetos é sempre um momento especial, acolhedor e significativo no Pré-Escolar, do JI de Ordem, pois promove valores como a amizade, a partilha e a cooperação entre as crianças. Neste contexto, a educadora Cristina Mendes escolheu a história A Melhor Sopa do Mundo, da autora Susanna Isern, para desenvolver uma atividade dinâmica, envolvente e muito divertida com o grupo.






A história foi contada de forma expressiva e cativante, recorrendo à dramatização, o que despertou grande entusiasmo e curiosidade nas crianças. Durante a atividade, os alunos participaram de forma ativa, espontânea e colaborativa, ajudando a dar vida às personagens e aos diferentes momentos da narrativa.

Num lugar escondido da floresta
havia uma pequena cabana que tinha a luz acesa.
Da sua chaminé saía fumo:
era a Tartaruga que estava a cozinhar.
Surpreendidos por uma tempestade de neve, vários animais refugiam-se na casa da Tartaruga que tinha posto água a ferver para preparar uma sopa…
Através desta história terna e inspiradora, as crianças puderam refletir sobre a importância de partilhar, ajudar os outros e trabalhar em conjunto. Tal como acontece na história, perceberam que, quando cada um contribui com um pouco, é possível criar algo verdadeiramente especial — tal como a “melhor sopa do mundo
Vivências e Aprendizagens na Semana de Leitura 2026
Uma visita “fora da caixa”: Paulo Santos, do “Projeto Cuscas e Letras”, encanta alunos e docentes
Entre os dias 2 e 6 de março, as nossas Escolas Básicas tiveram o privilégio de receber o escritor e apicultor Paulo Santos, fundador do inspirador Projeto Cuscas e Letras, numa iniciativa que se revelou verdadeiramente memorável.
EB1 de Pias







Desde o primeiro momento, ficou claro que não se trataria de uma apresentação tradicional. Com uma abordagem entusiástica e “fora da caixa”, Paulo Santos conseguiu envolver os alunos e todos os docentes numa experiência cheia de energia, curiosidade e descoberta. A sua forma cativante de comunicar transformou a sessão num espaço de diálogo, participação e aprendizagem ativa.
JI/EB1 de Silvares








Uma sessão cheia de curiosidade e descoberta.
Durante a apresentação, os alunos demonstraram concentração e interesse, acompanhando atentamente cada explicação e participando com entusiasmo nas atividades propostas. A interatividade foi uma constante: perguntas, comentários e momentos de partilha enriqueceram a sessão, tornando-a ainda mais envolvente.
JI/EB1 de Ordem





Um dos pontos altos da atividade foi a descoberta do mundo fascinante das abelhas. Os alunos aprenderam sobre a organização da colmeia, o papel fundamental das abelhas na polinização e na produção de alimentos, bem como a importância da sua preservação para a biodiversidade. Foram aprendizagens valiosas que certamente ficarão na memória de todos.
JI/EB1 de Cristelos










A combinação entre literatura, ciência e experiência prática revelou-se extremamente enriquecedora, demonstrando como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar de forma criativa.
No final do encontro, houve ainda espaço para um momento muito especial: a sessão de autógrafos, onde os alunos tiveram a oportunidade de conversar com o autor.
JI/EB1 de BOIM




Para tornar a experiência ainda mais doce, todos — alunos, docentes e discentes — receberam um chupa-chupa de mel multifloral proveniente da Serra do Marão, um gesto simbólico que celebrou a importância das abelhas e a ligação entre natureza, conhecimento e partilha.
Foi, sem dúvida, uma semana marcada pela curiosidade, pela aprendizagem e pelo entusiasmo, que deixou uma marca positiva em toda a comunidade escolar e reforçou a importância de iniciativas que aproximam os alunos da leitura, da ciência e do respeito pela natureza!!!
Biografia:
Um escritor com raízes na natureza.
Paulo Santos é um escritor português que alia a paixão pela escrita ao amor pela natureza e pela apicultura. Através do Projeto Cuscas e Letras, tem vindo a desenvolver atividades pedagógicas em escolas de todo o país, promovendo a leitura, a criatividade e a consciência ambiental. Como apicultor, dedica também grande parte do seu trabalho à divulgação da importância das abelhas para o equilíbrio dos ecossistemas e para a sustentabilidade do planeta.
5 Anos Pós-Pandemia: Lições Aprendidas na Educação
Cinco anos depois: o que aprendemos com a pandemia Covid-19?
A pandemia de Covid-19 mudou a vida de todos. Mudou a forma como trabalhamos, como convivemos — e mudou profundamente a escola. Também no Agrupamento de Escolas de Lousada vivemos um tempo exigente, feito de ecrãs, incertezas e adaptações constantes.
Lembram-se das aulas à distância? Do silêncio diferente? Das câmaras desligadas? Foi a solução possível num momento difícil. Professores reinventaram estratégias; alunos mostraram resiliência; famílias aproximaram-se ainda mais da escola. Houve esforço, dedicação e sentido de responsabilidade.
Mas ficaram marcas…
Hoje, sabemos que os maiores impactos se sentiram nas aprendizagens essenciais, sobretudo nos primeiros anos de escolaridade.
A leitura e a escrita — bases de todo o percurso académico — sofreram atrasos que ainda hoje exigem atenção.
Muitos alunos revelam maior dificuldade em interpretar textos mais complexos, menor resistência à leitura prolongada e uma atenção mais fragmentada. Num mundo dominado por estímulos rápidos, ler com profundidade tornou-se um verdadeiro exercício de concentração.
E, no entanto, também crescemos…
A pandemia obrigou-nos a desenvolver competências digitais, a diversificar metodologias e a olhar com mais consciência para aquilo que realmente importa: ensinar a compreender, a pensar criticamente, a ler o mundo com rigor.
Talvez a maior lição tenha sido esta: a escola não é apenas um lugar de conteúdos — é um espaço de relação, de igualdade de oportunidades e de construção de futuro.
Por isso, deixamos uma pergunta a toda a comunidade educativa: estamos hoje mais atentos à forma como lemos? Estamos a reservar tempo para a leitura profunda, para o pensamento demorado, para a compreensão verdadeira?
Se a resposta for “sim”, então, apesar das dificuldades, transformámos um período difícil numa oportunidade de crescimento.
E isso depende, todos os dias, de cada um de nós.
Lousada e Escola Secundária
A Coordenadora da Biblioteca, Graça Maria Pinto Coelho
O Poder da Colaboração na Educação: Um Exemplo da Escola Secundária de Lousada
Na Escola Secundária de Lousada, há gestos que raramente “sobem ao palco” das notícias, mas que sustentam, silenciosamente, o sucesso de toda uma comunidade educativa.
Em contexto de aula, o professor Filipe Matos, juntamente com os alunos da turma 10.º PI, dos cursos profissionais, e as duas Assistentes Operacionais da Biblioteca, estão a preparar cuidadosamente os computadores para que os colegas possam realizar, com tranquilidade, as provas online do IAVE.



Mais do que um procedimento técnico, este momento é uma verdadeira lição prática de responsabilidade, colaboração e espírito de serviço. Cada equipamento testado, cada ligação verificada, cada detalhe confirmado, representa o compromisso destes alunos com o bom funcionamento da escola e com o sucesso dos seus pares.


Num tempo em que tantas vezes se fala de resultados, importa também valorizar os bastidores. Porque é aí — na organização discreta, no trabalho rigoroso, na entreajuda — que se constroem competências reais e se formam cidadãos conscientes.
Preparar computadores pode parecer uma tarefa simples… Mas preparar condições para que outros possam dar o seu melhor é, na verdade, um exercício de maturidade e profissionalismo.
E vai sendo assim que a Biblioteca e a Escola vão cumprindo um dos seus propósitos maiores: ensinar conteúdos, sim — mas sobretudo formar pessoas.
Parabéns, professor Filipe Matos!
O que é a Ciência da Leitura?
A ciência da leitura é um campo interdisciplinar que integra contributos da psicologia cognitiva, linguística, neurociência e educação para compreender como se aprende a ler e prevenir dificuldades. Ao contrário da linguagem oral, a leitura não é natural, sendo uma aquisição cultural que exige reorganização cerebral e, por isso, ensino explícito, estruturado e progressivo.
A investigação identifica componentes essenciais: a consciência fonológica, que permite reconhecer e manipular sons da linguagem; o domínio do princípio alfabético, que possibilita a descodificação, e a fluência leitora, que torna a leitura correta e automática, libertando recursos para a compreensão. Esta depende também do vocabulário e da linguagem oral, fundamentais para interpretar e relacionar ideias.

Já ouviu a expressão ciência da leitura?
Sabe a que se refere?
O ensino explícito e sistemático beneficia todos os alunos, sobretudo os com menor exposição à linguagem escrita, reduzindo desigualdades e o risco de insucesso. Abordagens pouco estruturadas tendem a ampliar diferenças. Competências técnicas sólidas são também essenciais para a leitura por prazer, pois a fluência aumenta a motivação e favorece hábitos leitores.
As bibliotecas escolares reforçam este processo, oferecendo acesso a livros, mediação qualificada e oportunidades de leitura, contribuindo para a equidade. Em síntese, ensinar a ler exige ação deliberada e baseada em evidência, sendo a leitura autónoma essencial para o conhecimento, a participação social e para a cidadania.
Fonte: https://blogue.rbe.mec.pt/ja-ouviu-a-expressao-ciencia-da-leitura-3052607




